terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sem medo de fazer bolo


  1. A massa
  • Leve? Fofa? É fácil: bata ovos e açúcar até obter um creme espesso e esbranquiçado. Quanto mais ar se integrar à mistura, melhor será o resultado.
  • Massa cremosa exige muito vigor na batida: manteiga, açúcar e ovos, incluídos nessa ordem. Quando entrar a farinha, é preciso muita, mas muita delicadeza para misturá-la.
  • Quando houver indicação de ovos batidos "como para pão-de-ló", saiba que as gemas deverão ser incorporadas, uma a uma, às claras em neve; o açúcar será acrescentado depois, aos poucos.
  • Claras batidas à perfeição desprendem-se em bloco da vasilha, deixando-a limpa, sem resíduos. Claras mal batidas deixam o bolo pesado.
  • Ingredientes líquidos em excesso, tais como, leite, ovos, água e sucos, quando indicado, fazem à massa crescer em demasia e o bolo pode murchar ao resfriar.
2. O Forno
  • Não havendo recomendação especial, mantenha a média de 180ºC.
  • Temperatura excessivamente alta ou baixa torna o bolo "solado", isto é, endurecido.
  • Asse, preferencialmente, um bolo por vez, colocando a fôrma no centro da grade. Havendo necessidade de assar mais de um, ao mesmo tempo, disponha as fôrmas em grade e posições diferentes, permitindo que o calor circule uniformemente.
  • Nunca abra o forno antes de decorridos, ao menos, vinte minutos de cozimento. Do contrário, o bolo murchará, devido à corrente de ar frio.
  • Bolos simples precisam de 30 a 50 minutos para assar. Empregando-se fôrma com furo central, o tempo cai para 20 a 30 minutos.
  • Bolos com massa pesada, como o de frutas, necessitam de mais tempo (perto de duas horas, em baixa temperatura). Se dourarem, rapidamente, cubra-os com papel alumínio. Também necessitam de dupla forração, na base da fôrma.
  • O pão-de-ló está perfeitamente assado quando se mostra dourado e fofo, ligeiramente desprendido nas laterais.
  • O teste do palito é método infalível para indicar o ponto ideal de cozimento. Espete-o no centro do bolo: saindo limpo, está pronto; saindo com resíduo de massa, deve-se aguardar mais uns minutos. Mas só faça isso após o tempo mínimo de vinte minutos.
  • Bolo de massa leve deve ser desenformado para esfriar sobre uma grade, que permitirá livre circulação do ar, evitando que a umidade desprendida dos ingredientes forme uma película pegajosa na base.
  • Bolo de frutas esfria na fôrma, para não ficar ressecado.
  • O pão-de-ló, muito delicado, deve ser retirado da fôrma cuidadosamente e posto sobre papel absorvente ou pano de prato.
3. Conservação
  • Guarde-o, depois de frio, em recipiente bem tampado.
  • Bolos simples, sem recheio, duram cerca de uma semana.
  • Pães-de-ló devem ser consumidos rapidamente. Os que contêm gordura permanecem frescos por 48 horas; os demais ficam bons apenas por um dia, mas podem ser congelados.
  • Bolos recheados e/ou cobertos com creme exigem conservação em geladeira.
  • Não use papel-alumínio para embalar bolo de frutas, pois o metal se desintegra ao reagir quimicamente com o ácido das frutas. Utilize papel-manteiga.
4. Congelamento
  • Os bolos vão ao freezer acondicionado em sacos plásticos próprios para congelamento. Tenha o cuidado de protegê-los contra o peso de outros alimentos. Pode-se utilizar ainda, recipientes de plástico rígido, bem vedados.
  • Bolos de frutas não requerem congelamento - embora possível, pois têm boa durabilidade quando bem estocados (hermeticamente fechados, em locais secos).
  • Bolos cobertos com creme de leite fresco devem ir ao freezer antes de embalados. Após congelarem, serão embrulhados em papel de alumínio ou colocados em recipientes plásticos rígidos. Validade de 2 a 4 semanas.
  • Os decorados com glacês não devem ser congelados.
  • Coberturas coloridas, se açúcar, permitem congelamento, mas terão as cores borradas na hora de descongelar.
5. Problemas
  • Um bolo afundado no meio
    • Excesso de líquido
    • Insuficiência de qualquer dos ingredientes secos
    • Excesso de açúcar ou fermento (a massa escurece)
    • Temperatura do forno alta demais
    • Porta do forno aberta antes do tempo mínimo de cozimento
    • Mistura leve colocada em fôrma grande e funda

  • Um bolo "solado" (achatado)
    • Fermento vencido ou em pouca quantidade
    • Líquido em excesso ou ovos em falta
    • Pouca massa para uma fôrma grande
    • Quantidade insuficiente de açúcar
    • Mistura muito batida após inclusão da farinha
    • Excesso de farinha

  • Um bolo compacto, pesado.
    • excesso de gordura

  • O meio mais crescido e a superfície achatada
    • Fôrma colocada em grade muito alta
    • Temperatura excessiva, formando rapidamente uma crosta sobre a massa.

  • Pão-de-ló com superfície irregular/rachada
    • Fôrma pequena
    • Excesso de fermento
    • Forno quente demais
    • Massa assada em excesso
6. Coberturas e Recheios
  • Glacês à base de manteiga ou chantilly podem também ser utilizados como recheio.
  • O glacê de manteiga pode variar com o acréscimo de chocolate meio amargo derretido, café líquido, suco e raspas de casca de limão ou laranja.
  • Calda de açúcar fervente adicionada, aos poucos, às claras em neve, batidas até a obtenção de uma textura leve e firme, transforma-se num creme para cobertura, que deve ser usado ainda morno.
  • Cremes batidos devem ser aplicados mornos, pois ficarão firmes até esfriar.
  • Para que o creme de leite batido obtenha boa consistência, o teor de gordura não pode ser inferior a 30%.
  • Se quiser uma cobertura diferente, deliciosa, use uma mistura, bem batida, de cream cheese e açúcar de confeiteiro, acrescida de creme de leite.
  • Um mix de açúcar de confeiteiro e água fervente, na proporção de 200g para 8 colheres de sopa, resulta numa cobertura homogênea, lisa e brilhante, para ser usada imediatamente.
  • Chantilly, o velho, bom e clássico chantilly, nada mais é do que creme de leite ( próprio para esse fim) batido com açúcar e aromatizado com essência de baunilha ou algum destilado. Cuidado: batido em excesso, vira manteiga.
  • Use frutas da época para preparar geléias, que se transformam em excelentes opções de recheio.
  • Conhece ganache? É o nome francês de um creme de chocolate empregado tanto para rechear, quanto para cobrir bolos: chocolate meio amargo derretido com creme de leite quase fervente, flavorizado com licor de café. Uma delícia, não? Ah, a palavra é feminina - a ganache.
  • Fondant é outro termo francês, que designa uma pasta de açúcar usada para cobrir bolos de festa. Açúcar de confeiteiro peneirado, clara e xarope de glucose.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Queijos e Vinhos


Nem todos os vinhos combinam com todos os queijos. Algumas parcerias podem até dar dor de cabeça. Queijos muito gordurosos, como o parmesão, são difíceis de digerir. Se misturamos com um vinho muito doce e de alto teor alcoólico, como o Porto, o efeito pode ser desastroso. Uma boa solução nesse caso é optar pelos vinhos tânicos. O tanino, uma substância da casca, da haste e dos caroços das uvas, que dá a sensação de adstringência na boca, é geralmente encontrado em bebidas jovens.

Uma regra básica, porém, precisa ser preservada: o queijo não deve abafar o sabor do vinho ou vice-versa. Um não pode ser muito mais forte que outro. E isso vale tanto para tintos como para brancos.

Veja abaixo algumas dicas que ajudam na escolha. Mas é claro que o paladar pessoal também deve ser levado em conta. O ideal é provar bastante e desenvolver o senso crítico.

Bons Casamentos

Agrupamos os queijos para você saber quais os melhores vinhos para acompanhá-los.

Eles podem ser servidos ao mesmo tempo, mas o ideal é que a degustação comece pelos mais suaves

Queijos Vinhos Indicados
SUAVES E MÉDIOS
Ricota, boursin e Minas (massa mole)
Brancos secos, da uva riesling, por exemplo.
Cammembert e brie (massa mole, maturados por fungos na superfície) Espumantes secos, feitos com as uvas chardonnay e pinot noir
Gouda, estepe (massa firme, maturados) Tintos leves, que podem ser das uvas cabernet franc ou gamay, com pouco corpo, característica de vinhos de baixo teor alcoólico, entre 7 e 9,9 graus
Gruyère, emmental (semiduros com buracos) Branco frutado, da uva sauvignon blanc, característica de vinhos jovens
FORTES
Parmesão, pecorino
Tintos encorpados (sensação de peso na boca, característica dos vinhos com alto teor alcoólico — entre 10 e 13,5 graus), das uvas cabernet sauvignon e shiraz e tânicos (sensação de adstringência, característica de vinhos jovens), da uva tannat
MUITO FORTES
Roquefort, gorgonzola
Brancos licorosos, que são doces, fortes, com altíssimo teor alcoólico — superior a 14 graus —, das uvas sauvignon ou moscatel


Dicas para uma Mesa Correta

  • A temperatura dos tintos deve estar entre 14 e 18 graus; a dos brancos, entre 9 e 12 graus; a dos espumantes, entre 7 e 8 graus. Se quiser, deixe-os em balde de gelo.
  • Não sirva aperitivos antes nem doces depois dos queijos. No máximo, peras inteiras, para serem cortadas na hora pelos convidados, e uvas em cacho.
  • Compre vinhos que combinem com todos os queijos e, podendo, oriente os convidados sobre a melhor parceria. Calcule meia garrafa por pessoa.
  • Ponha os copos perto das garrafas. Do outro lado, arrume pratos e talheres de sobremesa (caso alguém queira usá-los) e guardanapos.
  • Não corte os pães. Sirva-os inteiros para que os convidados os partam com as mãos.
  • De preferência, o dono da casa deve servir o vinho.
  • Deve haver 300 gramas de queijo para cada convidado. Compre-os no máximo com dois dias de antecedência e retire-os da geladeira uma hora antes de servir.
  • Ofereça queijos dos três grupos (veja a tabela acima) e apresente-os em tábuas separadas, de preferência inteiros ou em pedaços grandes, sem encostar uns nos outros.